“Este trabalho tem por objetivo estudar os impactos potencialmente diferenciados da política monetária sobre as regiões e estados do Brasil. Inicialmente, realizou-se uma apresentação sobre a teoria monetária envolvida na discussão, enfatizando os mecanismos de transmissão da política monetária. Houve também o cuidado em buscar na literatura, trabalhos que apresentassem os mecanismos de transmissão atuantes nas economias industrializadas e em desenvolvimento. Percebeu-se que a atuação destes mecanismos de transmissão poderia causar impactos diferenciados, principalmente em regiões de um país grande como os EUA. Com estas experiências, partiu-se para o Brasil, com uma revisão da literatura sobre a atuação dos mecanismos de transmissão no Brasil após a implantação do Plano Real. A etapa seguinte foi uma análise comparativa por meio das conclusões de CARLINO & DEFINA (1997) sobre os impactos diferenciados da política monetária nos estados e regiões dos EUA, por meio dos canais da taxa de juros e do crédito de transmissão da política monetária. Na seqüência houve uma análise empírica por meio de uma estimação VAR (2) para avaliar os impactos diferenciados por meio de dois modelos, sendo: a)avaliar, via canal da taxa de juros, a sensibilidade da produção industrial em relação a alterações da taxa Selic; e b) avaliar, via canal do crédito, a sensibilidade do crédito bancário em relação a alterações da taxa Selic. A conclusão remete para o ponto em que os estados das regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste, por terem maior proporção de pequenas empresas e, ao mesmo tempo, serem atendidas por agências e crédito bancário em menor proporção, tenderiam a observar maiores impactos de alterações na taxa básica de juros”. |